Na abertura do evento, César Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, ressaltou a dimensão dos pequenos negócios na economia brasileira (
O empreendedorismo brasileiro vive um momento de expansão e diversificação, ao mesmo tempo em que novos desafios colocam à prova a capacidade de desenvolvimento e permanência dos negócios. O cenário motivou as discussões do 2º Fórum Sicredi Empreender, realizado na quarta-feira (16), em São Paulo. Ao longo da programação, especialistas e representantes do setor analisaram mudanças no perfil de quem empreende, condições de acesso a recursos, transformações tecnológicas e ambientais e a participação crescente das mulheres na atividade empresarial. Na abertura, César Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, ressaltou a dimensão dos pequenos negócios na economia brasileira, que representam cerca de 24 milhões de empresas ativas no país e respondem por mais da metade dos empregos formais.
Essa transformação foi explorada por Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva, a partir das mudanças na relação dos brasileiros com o trabalho e a geração de renda. Segundo os dados apresentados, o Brasil tem 29,8 milhões de empreendedores, entre trabalhadores por conta própria e empregadores, e 48% deles pertencem à classe C, o equivalente a 14,3 milhões de pessoas. “O empreendedor precisa ter a chance de errar e a segurança de que um erro não vai significar quebrar. Precisamos criar condições para que pessoas de diferentes realidades possam empreender”, destacou.
Se ampliar o acesso a oportunidades é parte desse desafio, preparar os negócios para um ambiente de rápidas transformações exige também novas competências e estratégias. O acesso a recursos e a gestão eficiente dos negócios estiveram entre os temas debatidos. Marcelo Porteiro, superintendente do BNDES, destacou o agronegócio brasileiro como exemplo de competitividade apoiada por políticas públicas, capitalização e tecnologia, além do papel das cooperativas de crédito pela proximidade com os associados. “Há uma grande oferta de soluções tecnológicas e diferentes opções de crédito, mas é fundamental manter uma operação eficiente e avaliar qual alternativa faz sentido para cada negócio. O modelo cooperativo tem uma força importante nesse processo porque a proximidade com o associado permite conhecer melhor sua realidade”, afirmou.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






