Vinte e cinco anos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, o ex-tenista James Blake relembrou como a tragédia mudou a rotina dos jogadores que viviam viajando pelo mundo em busca de torneios. Na época, o americano estava na Geórgia e precisou enfrentar a suspensão dos voos e a preocupação com o pai, que permanecia em Nova York.

O US Open daquele ano havia terminado apenas dois dias antes, com Lleyton Hewitt conquistando o título masculino. Blake havia sido eliminado na segunda rodada e estava em Augusta para realizar um teste físico, depois de sofrer com cãibras durante a competição.

O pai do então jovem tenista, porém, continuava em Nova York, onde trabalhava. Com as redes de telefonia congestionadas após os ataques, Blake passou por um período de incerteza até descobrir que ele estava bem.

— Foi algo que eu simplesmente não conseguia acreditar que pudesse acontecer nos Estados Unidos. Não sei se éramos todos ingênuos ou se vivíamos sob uma sensação de segurança, acreditando que tudo ficaria bem. Aquilo destruiu essa sensação por um tempo — contou Blake à BBC.

O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.