O próximo presidente, independentemente de quem seja eleito, não deveria começar novamente do zero. Sua responsabilidade será preservar o que funciona, corrigir o que precisa ser aperfeiçoado . (
A cada eleição, o Brasil volta a discutir quais são as pautas prioritárias da nação: políticas públicas, programas sociais e propostas de governo. Essa lógica pode funcionar para políticas de curto prazo, mas é incompatível com a infraestrutura. Rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, sistemas de energia, saneamento, telecomunicações e infraestrutura digital exigem planejamento, capital e execução que atravessam diferentes governos. O país precisa, portanto, deixar de tratar esses investimentos como marcas de uma gestão e passar a reconhecê-los como uma agenda permanente de Estado.
A infraestrutura determina quanto tempo e dinheiro uma empresa gasta para produzir, transportar e comercializar seus produtos. Quando uma rodovia está deteriorada, uma ferrovia não chega ao porto ou um terminal opera no limite de sua capacidade, o prejuízo não fica restrito ao setor de transportes. Ele aparece no preço dos alimentos, na competitividade da indústria, na capacidade de exportação, na atração de investimentos e, por fim, mas não menos importante, no crescimento econômico.
O economista Claudio Frischtak estima que o Brasil deveria investir entre 4% e 4,5% do Produto Interno Bruto em infraestrutura. O país, no entanto, permanece próximo de 2%, patamar semelhante ao identificado há mais de uma década e insuficiente para modernizar os ativos existentes e superar os gargalos acumulados.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






