SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), de afastar nesta terça-feira (8) Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e o chefe de inteligência do órgão, Leandro Almada, remete às ações tomadas por Jair Bolsonaro, enquanto presidente, sobre a corporação, que viveu sua maior crise durante o governo do ex-mandatário.
Com os votos dos ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, a Segunda Turma do STF formou maioria para referendar a ordem de Mendonça. O ministro Gilmar Mendes fez um pedido de vista, ou seja, de mais tempo para analisar o processo, mas a solicitação não muda o efeito prático do afastamento.
O motivo da decisão foi a produção de um relatório interno da PF usado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir na quinta-feira (3) uma investigação contra o próprio Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A solicitação de Moraes ocorreu dois dias depois de Mendonça retirar na terça-feira (1º) o sigilo de outro relatório da PF que aponta Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Master.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






