A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (6) a ampliação do uso do medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana) para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial. O remédio já era utilizado em casos avançados da doença.
A nova indicação é voltada a pacientes que realizaram quimioterapia e cirurgia, mas ainda apresentam células cancerígenas no tecido retirado. O exame que identifica a proteína HER2, que acelera a multiplicação celular, define o grupo de risco. Segundo a Anvisa, até 25% dessas pacientes podem ter recidiva em até dez anos.
O estudo que embasou a decisão apontou queda de 53% no risco de o câncer retornar de forma invasiva ou levar à morte. A médica Rosemar Rahal, presidente da Comissão Nacional de Mastologia da Febrasgo, explicou que o remédio age como um mecanismo de entrega: um anticorpo reconhece as células doentes e leva uma substância que as elimina, poupando mais tecido saudável que a quimioterapia tradicional.
No Brasil, o câncer de mama é o mais incidente entre mulheres, com mais de 70 mil novos casos por ano. Entre 10% e 19% são do tipo HER2-positivo, historicamente de pior prognóstico. A aprovação da Anvisa libera o uso no país, mas o acesso pelo SUS depende de nova avaliação da Conitec e do Ministério da Saúde, ainda sem previsão de análise para essa indicação específica.






