O Banco de Brasília (BRB) comunicou ao mercado que não vai mais negociar a venda de R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master para a Quadra Gestão de Recursos. A decisão foi anunciada em fato relevante na última sexta-feira (17).
Segundo o banco, as condições previstas no memorando de entendimentos não foram cumpridas. Mesmo assim, o BRB informou que continuará procurando empresas interessadas em adquirir os ativos, que passaram a ser chamados de 'podres'.
As tratativas foram reveladas em abril, quatro dias após a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Ele é acusado de facilitar a compra dos papéis sem valor em troca de benefícios, incluindo imóveis avaliados em R$ 74,6 milhões. A defesa considera a prisão desnecessária e nega os crimes.
O BRB precisa de R$ 6,6 bilhões para resolver problemas de liquidez. O caso chegou ao STF, que intermediou um acordo para empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O Tesouro Nacional montou um consórcio de bancos privados como garantia, mas a operação ainda não foi concluída e há dúvidas sobre a capacidade do governo do Distrito Federal de honrar as parcelas.






