A rápida expansão de centros de dados para inteligência artificial nos Estados Unidos está elevando o uso de eletricidade e água, e agora entra na pauta de líderes católicos ligados ao meio ambiente. Eles pedem que o crescimento do setor seja avaliado com base na doutrina social da Igreja.

A Igreja não é contra a tecnologia nem contra a IA, mas cobra ética no projeto das ferramentas e na instalação dos data centers. Os servidores consomem enormes quantidades de energia e água para resfriamento, além de gerar lixo eletrônico e ruído.

Moradores próximos às obras relatam contas de luz e água mais altas, poluição do ar e luminosa, e incômodo com o barulho. A indústria, porém, contesta. A Data Center Coalition afirma que paga os custos totais de energia e que os centros de dados não são a causa principal de aumentos nas tarifas.

Para os católicos, a questão deve ser vista pela ecologia integral, que une cuidado ambiental e bem comum. O Papa Leão XIV fala em 'sobriedade digital': usar IA de forma consciente, sabendo que cada interação depende de infraestrutura com impactos reais.