A F1 se prepara para o GP da Bélgica sob alerta de chuva. A previsão indica até 65% de chance de precipitação na sexta e no sábado, com garoa no domingo. Para lidar com o clima, a FIA implementou nesta temporada o protocolo Rain Hazard, que flexibiliza as regras de parque fechado.
Com o protocolo, as equipes podem ajustar a altura do assoalho e a aerodinâmica ativa (asa dianteira) sem riscos de punição. A medida busca evitar desgaste excessivo do assoalho e desclassificações involuntárias. Além disso, o modo de energia extra (Boost) é proibido em pista molhada para evitar perda de controle.
Outra novidade é o protocolo de baixa aderência: a asa dianteira pode abrir para reduzir arrasto, mas a traseira permanece fechada. A FIA também aumentou a temperatura dos cobertores dos pneus intermediários para melhorar aderência na saída dos boxes. O sistema de luzes de baixa visibilidade foi simplificado.
Apesar das mudanças, os pneus de chuva forte (faixa azul) seguem em desuso por gerarem mais spray e menos aderência que os intermediários. Pilotos como George Russell pedem cautela: “Você não vai acelerar a fundo na Eau Rouge na primeira volta molhada”. O histórico de Spa é marcado por acidentes e corridas interrompidas pela chuva.
Em 2021, a prova teve apenas uma volta válida após quase 3h30 de espera. A FIA respondeu com nova pontuação de contingência para corridas encurtadas. O GP deste domingo pode ser mais um teste para as novas regras e a adaptação dos carros de 2026 ao asfalto molhado.






