O Conselho de Ética do Senado está inativo desde julho de 2024. A paralisação se deve à falta de designação dos membros e à não instalação do colegiado pela Presidência da Casa. Com isso, ao menos 19 representações por quebra de decoro parlamentar aguardam análise.
Entre os alvos das denúncias estão senadores da base e da oposição, como Flávio Bolsonaro, Soraya Thronicke e Ciro Nogueira. O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também é alvo de representações. Nenhuma delas avançou por falta de funcionamento do órgão.
A oposição acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar destravar o colegiado. A ministra relatora, Cármen Lúcia, pediu informações ao Senado antes de decidir. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) aponta conflito de interesses, já que Alcolumbre é investigado e responsável pela instalação do conselho.
O Senado informou que o mandato da última composição do Conselho de Ética terminou em março de 2025 e que aguarda indicações dos partidos para eleger a nova formação. Apesar disso, o colegiado permanece sem reuniões desde julho de 2024, e as representações protocoladas continuam paradas.






