O colunista Paulo Briguet publicou uma crônica que mescla memória, geologia e filosofia. O texto parte de uma rua que já foi estrada de terra, trilha na mata e caminho de capivaras, para traçar uma viagem no tempo e no espaço.

A narrativa conduz o leitor por um mergulho imaginário até o fundo do oceano primitivo, onde habitam criaturas sem nome e a escuridão é absoluta. Briguet descreve a solidão das profundezas e a ausência de referências humanas.

No clímax, o autor sugere que, mesmo no desalento, o leitor reencontra a rua, a casa e os entes amados — vivos ou mortos. A crônica termina com a ideia de liberdade e pertencimento ao "Lugar".

Paulo Briguet é escritor, jornalista e professor de literatura. Já publicou livros como 'Nossa Senhora dos Ateus' e 'Diário de Moby Dick'. O texto não reflete necessariamente a opinião da Gazeta do Povo.