A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu deixar a campanha e o plano de governo do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Em entrevista ao Metrópoles, ela afirmou que foi atacada por integrantes da própria direita e que não recebeu contato de Flávio desde o agravamento da crise.
Ex-ministra de Jair Bolsonaro, Damares havia sido convidada para ajudar na área de direitos humanos, mas interrompeu o trabalho. Ela disse que já fez o que era necessário e que poderá retomar a colaboração apenas na fase de transição de governo.
A senadora é aliada próxima de Michelle Bolsonaro, que no fim de junho se disse 'apunhalada' e 'humilhada' pelo enteado após aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará. Michelle renunciou à presidência do PL Mulher e lançou movimento próprio. Damares não compareceu a um evento de Flávio com lideranças femininas, organizado para conter a crise.
Damares também denunciou ameaças nas redes sociais, incluindo mensagens de que matariam sua filha, e ataques à sua honra. Ela criticou ainda declarações do influenciador Paulo Figueiredo, que questionou a capacidade de voto das mulheres. Flávio repudiou a fala e disse estar aberto a conversar com Michelle.
A senadora afirmou que já fez sua parte inicial e que poderá retomar a colaboração na transição de governo. Flávio, por sua vez, disse que respeita o tempo da madrasta e que confia na união contra o PT.






