A energia é produzida longe dos grandes centros consumidores e depende de uma rede robusta para chegar ao destino final. (
O setor elétrico brasileiro vive um paradoxo difícil de ignorar. Em determinados horários, o país produz energia renovável em abundância e ainda assim precisa reduzir a geração porque o sistema não consegue absorver toda a eletricidade disponível. Horas depois, quando a demanda cresce, voltamos a acionar fontes mais caras para manter o equilíbrio. Esse fenômeno, conhecido como curtailment, revela mais do que um ajuste operacional e expõe os limites de um modelo energético centralizado diante de transformações tecnológicas aceleradas.
Curtailment é a redução programada da produção quando há excesso momentâneo de energia ou restrições na rede. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) coordena esses ajustes para preservar a estabilidade, evitando sobrecargas e oscilações que poderiam comprometer o abastecimento.
Hoje, o desafio não é produzir eletricidade, mas utilizá-la com inteligência em um sistema que mudou mais rápido do que suas instituições
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






