A divulgação dos diários pessoais de Anthony Fauci pelo Senado dos EUA em agosto de 2026 reacendeu o debate sobre a condução da pandemia no Brasil. As anotações mostram que o conselheiro americano tinha incertezas privadas sobre máscaras e distanciamento social, contrastando com seu discurso público de certezas absolutas.
No Brasil, figuras que defendiam o consenso científico oficial, como o divulgador Átila Iamarino, a microbiologista Natalia Pasternak e o médico Drauzio Varella, agora enfrentam críticas por terem incentivado medidas sanitárias e desaconselhado o chamado "tratamento precoce". Profissionais que se opuseram à narrativa dominante, como o endocrinologista Flavio Cadegiani e a médica Raíssa Soares, afirmam que foram censurados, perseguidos e tiveram estudos e entrevistas removidos de plataformas digitais.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) também foi alvo de pressões. O órgão publicou o Parecer 4/2020, que garantia autonomia ao médico para prescrever tratamentos excepcionais com consentimento do paciente. No entanto, isso gerou investigações do Ministério Público Federal e da CPI da Covid, criando um clima de medo entre conselheiros.
No Congresso, o debate foi polarizado. O deputado Nikolas Ferreira viralizou ao criticar Fauci por supostamente mentir sobre imunidade natural e eficácia de máscaras, citando trechos dos diários. Já a deputada Tabata Amaral acusou o colega de distorcer fatos para atacar a ciência. Para críticos, a frase "nunca foi pela ciência" sugere que o controle social e a perseguição a empresários foram as reais motivações de certas medidas.






