Nesta terça-feira (08/09), onze diretores da Polícia Federal colocaram os cargos à disposição do diretor-geral em exercício, William Murad, em reação ao afastamento de Andrei Rodrigues, então diretor-geral da corporação, e de Leandro Almada, chefe da área de Inteligência, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).Em manifesto, os dirigentes afirmaram que decidiram se posicionar publicamente em defesa de Rodrigues e Almada, classificando como “ataques injustiçados” as acusações contra os dois.Conteúdos relacionados: Mercado melhora previsão e reduz estimativa para inflação em 2026Brasileiros ainda têm mais de R$ 5,56 bilhões esquecidos; confira!Brasil está entre os países que mais avançaram em educação em 20 anosOs onze diretores haviam sido nomeados durante a gestão de Andrei Rodrigues. Ainda no manifesto, o grupo defendeu a preservação da autonomia e das atribuições da Polícia Federal diante do que chamou de “tentativas de usurpação de funções”.No documento, os diretores contestam as acusações feitas contra a cúpula da PF e rejeitam a existência de uma atuação “não republicana” por parte da atual direção. Segundo eles, a narrativa estaria relacionada a interesses político-eleitorais e não seria suficiente para desconsiderar a trajetória profissional dos integrantes da administração.Ao colocar os cargos à disposição de Murad, os diretores afirmaram que a medida busca defender a instituição e garantir uma Polícia Federal capaz de “promover justiça” e preservar o Estado Democrático de Direito.Assinaram o manifesto: Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção; Fabrício Schommer Kerber, diretor de Polícia Administrativa; Otavio Margonari Russo, diretor de Combate a Crimes Cibernéticos; Felipe Tavares Seixas, diretor de Cooperação Internacional; Helena de Rezende, diretora de Gestão de Pessoas; Reis Monteiro Neto, diretor Técnico-Científico; André Luis Lima Carmo, diretor de Administração e Logística; Christiane Correa Machado, diretora de Ensino da Academia Nacional de Polícia; Alexsander Castro de Oliveira, diretor de Proteção à Pessoa; Ademir Dias Cardoso Júnior, diretor de Tecnologia da Informação e Inovação; Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente.Almada não assinou o manifestao poruqe esta afastado da função. Já o delegado William Murad assumiu, ainda nesta terça-feira (08/09), o cargo de diretor-geral em exercício da Polícia Federal. Ele ocupava o segundo posto na hierarquia da corporação. Mais cedo, Murad afirmou que a corporação não será abalada pela crise. “Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier”, disse. O diretor-geral em exercício também reafirmou confiança em Andrei Rodrigues e declarou que o momento exige serenidade para que a instituição atravesse a situação.Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!Crise na PFO afastamento de Rodrigues e Almada foi determinado por André Mendonça na manhã desta terça-feira (08/09), a partir de pedidos apresentados pelo partido Novo na semana anterior. Além da retirada preventiva dos dois dos cargos, o ministro também determinou que a Corregedoria da Polícia Federal instaure procedimento para apurar as circunstâncias relacionadas à produção de documentos citados no caso.Mendonça também ordenou a interrupção imediata da produção, elaboração ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atividade jurisdicional, a advocacia pública e a polícia judiciária.A decisão foi submetida à Segunda Turma do STF e, até o momento, André Mendonça, relator do caso, Luiz Fux, presidente do colegiado, e Kassio Nunes Marques votaram pela manutenção do afastamento. Ainda precisam se manifestar Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que pediu vista e suspendeu o julgamento por até 90 dias. Além disso, Toffoli ainda deverá definir se participará da análise ou se manterá o impedimento para atuar em processos relacionados ao caso Master.Gilmar Mendes também deve avaliar a possibilidade de levar a questão ao plenário do Supremo, em vez de mantê-la restrita à Segunda Turma. Se isso ocorrer, os dez ministros da Corte poderão analisar a decisão de Mendonça, exceto aqueles que eventualmente estejam impedidos de participar do julgamento.

O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.