O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (14) que o governo federal pode editar uma medida provisória para amparar empresas brasileiras, caso os Estados Unidos confirmem a tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. A declaração ocorreu após o Planalto aprovar a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde, gerando mais pressão fiscal.

Durigan ponderou que qualquer auxílio será feito com cautela, após diálogo com os setores afetados. No entanto, o chamado defeso eleitoral já está em vigor, o que limita a concessão de benefícios. O prazo para a conclusão das apurações pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) termina nesta quarta-feira (15).

Caso a taxação seja confirmada, o Brasil fica autorizado a aplicar a lei da reciprocidade contra os americanos. O ministro considera provável o acionamento dessa medida, suspensa desde novembro de 2025. O Itamaraty segue negociando, enquanto o presidente Lula provocou Donald Trump, acusando-o de 'pirataria' por suposta cobrança no estreito de Ormuz.

O USTR alega que o Brasil viola direitos nos EUA com decisões judiciais que censuram cidadãos americanos e prejudicam empresas de cartão de crédito com o Pix. O senador Flávio Bolsonaro lembrou que os EUA têm sistema próprio de pagamentos, o FedNow, embora com diferenças.