Compreender um problema antes que ele evolua é um princípio fundamental da segurança de barragens. Com essa abordagem preventiva, a Norte Energia apresentou durante a Damsweek – Semana de Barragens 2026, em Belém (PA), o artigo “UHE Belo Monte – canalículos nas fundações de diques e barragens: desafios na etapa de operação”, resultado de cinco anos de observações de campo na Usina Belo Monte. O evento é organizado pelo Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB) e foi realizado até sábado (26/9) na capital paraense.
O artigo aborda os canalículos, pequenos canais naturais que podem se formar no interior do solo e constituir caminhos preferenciais para a circulação da água. A análise de 15 intervenções realizadas pela Norte Energia entre 2020 e 2025 mostrou que muitas surgências, pontos onde a água subterrânea emerge à superfície, são a manifestação visível de um sistema hidráulico mais complexo.
O diferencial do trabalho está na forma de investigar o fenômeno. Além de observar o ponto de surgência, os pesquisadores analisaram o percurso da água no subsolo, a interação entre as camadas de solo e a presença dos canalículos. Esse entendimento permitiu aprimorar os critérios de diagnóstico, monitoramento e intervenção, fortalecendo a prevenção e a gestão dos riscos geotécnicos.
Os canalículos são conhecidos pela engenharia geotécnica e não constituem uma condição exclusiva de Belo Monte. Podem ocorrer em fundações sobre solos tropicais residuais, como os encontrados na Amazônia e em outras áreas da Região Norte.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






