O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebeu o apoio de 13 ex-ministros na condução da crise entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. Na carta, os signatários defendem, sem citar os ministros, uma sessão pública para tratar da tensão inédita na história da Corte.
"Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Tribunal Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas", diz o corpo da carta aberta.
Um 14º ministro se manifestou logo no dia seguinte ao levantamento do sigilo, por Mendonça, do relatório com as mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Em entrevista ao Valor Econômico, Marco Aurélio Mello classificou o episódio como "impensável" e afirmou que o Supremo "não é órgão consultivo, muito menos órgão consultivo da bandidagem".
A defesa do ex-magistrado, porém, não é por uma sessão pública, mas pelo que é chamado no regimento interno de "reunião de conselho". Nesse modelo, não há transmissão ao vivo ou público presente.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






