(FOLHAPRESS) - O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, havia traçado um plano para evitar embates sobre o caso Master na sessão plenária desta quarta-feira (23), mas não precisou colocá-lo em prática.
Em conversas reservadas ao longo dos últimos dias, Fachin avisou a colegas que não iria conceder "apartes" (autorização para interrupção) a ministros que quisessem desvirtuar a pauta da sessão, focada em um processo sobre licença-maternidade para mães adotivas.
O julgamento, entretanto, ocorreu sem sobressaltos e até uniu ministros rivais, em um resultado unânime. Os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, que são da mesma ala, acompanharam o relator, Alexandre de Moraes, antagonista do trio.
A partir do voto de Moraes, ficou definido que todas as mães, sejam as genitoras biológicas ou as adotantes, têm direito a 120 dias de licença, prorrogáveis por mais 60, independentemente da idade da criança adotada e da natureza do vínculo profissional.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






