O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) voltou a analisar, após mais de uma década, um pedido de Tancredo Augusto Tolentino Neves, filho do ex-presidente eleito Tancredo Neves. Ele quer acesso aos prontuários médicos do pai, que morreu em 21 de abril de 1985, antes de tomar posse.

O recurso estava parado desde 2012 e foi reativado em abril deste ano pelo desembargador Roberto Carvalho Veloso. Ao ser consultado, Tancredo Augusto confirmou interesse em prosseguir com a ação, argumentando que esclarecer as circunstâncias da morte é importante para a história do Brasil.

Na ação, ele pede que o Conselho Regional de Medicina do DF e o Conselho Federal de Medicina apresentem todos os documentos da internação de Tancredo Neves. A defesa sustenta que o estado de saúde de um presidente eleito não é questão privada, mas afeta o país e suas instituições.

Antes de recorrer à Justiça, a família pediu os documentos aos conselhos, mas foi negada. As entidades alegaram que os registros não existiam mais ou que o sigilo médico impedia a entrega. Em 2012, a Justiça extinguiu o caso sem analisar o mérito, mas o filho recorreu, defendendo que herdeiros têm legitimidade para pedir informações de familiares.