Em pré-campanha, Flávio Bolsonaro (PL) reforçou a promessa de aprovar anistia caso seja eleito presidente, incluindo perdão a militares, ex-ministros e condenados pelos atos de 8 de janeiro. Declaração foi dada no programa Canal Livre, da Band, no último domingo.

O senador também defendeu reforma no Judiciário, com mudanças no mandato de ministros do STF e restrição a decisões monocráticas. Ele citou que a renovação de dois terços do Senado facilitaria o impeachment de magistrados, mas não explicou como articularia essas medidas no Congresso.

Críticos apontam que Flávio, ao mesmo tempo em que questiona excessos da Corte, evita detalhar propostas. Seu histórico de investigações, como o caso das 'rachadinhas', levanta dúvidas sobre seu compromisso real com o reequilíbrio entre os Poderes.

A campanha oficial começa em agosto, e o candidato enfrenta pressão para apresentar um plano claro sobre anistia e reforma judicial, indo além do discurso de 'candidatura de protesto'.

Especialistas alertam que a falta de transparência sobre os meios pode minar a confiança do eleitorado conservador, que espera ações concretas para limitar o poder do STF.