O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira (5) que não acredita em um novo 8 de janeiro nas eleições de 2026. Em evento em Brasília, ele afirmou que o clima atual é mais tranquilo que o registrado na disputa de 2022, vencida por Lula contra Jair Bolsonaro.

Gilmar lembrou que o resultado da eleição passada gerou bloqueios de rodovias, atentados contra linhas de transmissão e, por fim, a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. "Não espero que tenha a tensão e os desdobramentos que tivemos em 2022, nem desejo", declarou a jornalistas.

O ministro foi questionado sobre declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que em evento com embaixadores colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas. Gilmar classificou as falas como "hipérboles" normais de campanha e disse acreditar que todos os candidatos confiam no sistema eleitoral brasileiro. O TSE rebateu, afirmando que o Brasil não usa urnas venezuelanas.

As declarações ocorrem um dia após a Polícia Civil do Distrito Federal desarticular um grupo suspeito de planejar atentados durante o segundo turno. Foram cumpridos mandados em cinco estados. Segundo a investigação, os suspeitos compartilhavam mapas, plantas baixas e modelos 3D de prédios públicos, como ministérios, Congresso e STF, em busca de um alvo primário.