O governo Lula inflou as projeções de crescimento e arrecadação do Orçamento de 2027 para sustentar, no papel, um superávit primário — quando as receitas superam as despesas, sem contar os juros da dívida — de R$ 18,6 bilhões.
Os números, porém, contrastam com as estimativas do mercado financeiro e da Instituição Fiscal Independente (IFI), o que aumenta o risco de o governo precisar contingenciar gastos ao longo do ano para cumprir a meta fiscal.
Enviado ao Congresso Nacional em 31 de agosto, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê um resultado primário de R$ 83,4 bilhões após as deduções permitidas pelo arcabouço fiscal. A IFI, porém, calcula déficit primário efetivo de R$ 86,1 bilhões para o governo central — uma diferença de R$ 104,8 bilhões em relação ao resultado previsto pelo governo.
É na trajetória do PIB que a aposta do governo Lula mais se afasta das projeções do mercado. O Executivo projeta crescimento de 2,5% em 2027, acima dos 2,3% previstos para este ano, sob o argumento de que a flexibilização monetária e a expansão do crédito sustentarão a demanda.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






