“Ele deu um pedacinho da vida para eu sobreviver”. Essa frase de Vera Regina Mendes mostra que a relação com o irmão, Luiz Antonio, vai muito além da ligação familiar. Há quase 16 anos, Luiz doou um rim para Vera, que enfrentava um grave problema de saúde. Ela se recuperou totalmente e, na última quarta-feira (16), os dois foram homenageados na quadra do Maracanãzinho, antes da vitória do Brasil sobre a Bolívia, pelo Pré-Olímpico Masculino de vôlei.

A homenagem, que também reuniu outros doadores e transplantados, foi organizada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), em parceria com o RJ Transplantes, um órgão do governo estadual do Rio. Para participar da ação, Luiz, de 66 anos (cinco a menos que a irmã), não precisou nem sair do local de trabalho, porque atua como segurança durante as semanas dos Pré-Olímpicos Feminino e Masculino. Fica posicionado na zona mista, área em que jornalistas entrevistam atletas, e criou uma amizade com jogadoras e jogadores.

Entre os esportistas conquistados pelo carisma de Luiz, estão os integrantes da família Bergmann. Lukas jogará no Maracanãzinho até o próximo domingo (20), com a seleção masculina. Julia entrou em ação na semana passada, com a equipe feminina, mas voltou ao ginásio na quarta para, ao lado do irmão, presentear Luiz e Vera com camisas do Brasil.

– Eu adoro a Julia Bergmann. (No Pré-Olímpico Feminino) Falei para ela: “quando vocês entrarem na quadra, vai ser 3 sets a 0”. E elas fizeram isso em todas as partidas. Aí já disse para o Lukas: “quero ver esses 3 a 0 com vocês também”. A seleção masculina vai para as Olimpíadas. Estou falando para eles acreditarem na classificação. Converso com todos. Onde eu fico, não dá para ver o jogo, mas escuto tudo – disse Luiz, alegre com a homenagem e os presentes recebidos.

O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.