A presença de agentes e recursos de inteligência dos Estados Unidos em Cuba foi ampliada nos últimos meses, segundo o site Politico, com confirmação de duas fontes anônimas. A gestão Trump teria intensificado ações na ilha em meio ao aumento da pressão para que o regime mude ou deixe o poder.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, viajou a Cuba em maio e levou uma mensagem de mudança às autoridades locais. Dias depois, o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações criminais contra Raúl Castro, de 95 anos. Registros de voos mostram ao menos 25 missões aéreas americanas próximas à ilha para coleta de informações.

Em menos de 24 horas, Cuba enfrentou dois apagões de grande proporção, elevando para sete o total de blecautes nacionais no ano. A crise econômica é agravada por sanções dos EUA, restrições a investidores e corte no fornecimento de petróleo, medidas que Washington justifica como forma de forçar transformações profundas.

Internamente, o pacote de 176 medidas para descentralizar a economia provocou uma divisão incomum entre setores da esquerda cubana. Militantes do Partido Comunista e veículos alternativos criticam o plano, classificando parte das propostas como 'capitalismo puro e duro'. Também há queixas contra o neto de Raúl Castro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, que atua como interlocutor com os EUA sem cargo formal, em um caso apontado como exemplo de nepotismo.