O Irã voltou a descartar uma saída militar para a crise no Iêmen. O chanceler Abbas Araqchi afirmou que o diálogo é o único caminho para resolver o conflito e negou qualquer envolvimento de Teerã nos ataques dos rebeldes houthis.
A declaração ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, responsabilizar o Irã pelos disparos contra embarcações no Mar Vermelho. Trump ameaçou retaliar tanto os houthis quanto o Irã se os ataques continuarem no estreito de Bab el-Mandeb.
Nas últimas horas, os houthis reivindicaram dois ataques com projéteis contra cidades no sul da Arábia Saudita. As ações foram uma resposta a bombardeios da coalizão liderada por Riad contra posições do grupo em Hodeida, no oeste do Iêmen.
Araqchi classificou as acusações de Trump como infundadas e afirmou que o problema tem raízes históricas na região, não podendo ser atribuído ao Irã. O chanceler reforçou o apelo por negociações entre os envolvidos.
A escalada de tensão no Iêmen e no Mar Vermelho preocupa a comunidade internacional. O Irã insiste que a via diplomática é a única capaz de evitar um agravamento do conflito.






