A Justiça de São Paulo determinou a soltura do vereador Senival Moura (PT), preso temporariamente sob suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão é da desembargadora Carla Rahal, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Na avaliação da magistrada, a prisão temporária foi prorrogada além do limite legal — que é de cinco dias, renováveis por mais cinco. Apesar de reconhecer a gravidade das suspeitas, ela entendeu que não há risco concreto de fuga ou de interferência nas investigações.
Senival Moura é investigado na Operação Última Parada, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A investigação começou após o assassinato do empresário Adauto Soares Jorge, diretor-presidente da Transunião Transportes. Só em 2025, o esquema teria movimentado R$ 300 milhões, segundo a polícia.
O vereador se afastou das atividades partidárias e, em discurso na Câmara Municipal, afirmou ser inocente e disse ter sido 'jogado aos leões'. A defesa ainda não se manifestou oficialmente.






