A ex-primeira dama e candidata ao Senado Michelle Bolsonaro protestou com vídeo em que cobria a imagem do marido. (
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, no dia 24 de setembro de 2026, autorizar que candidatos utilizem a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em seus materiais de propaganda. A decisão reverteu proibições pontuais que tentavam restringir a presença visual do político nas eleições, gerando um debate sobre a prática histórica de apagar a memória de figuras públicas condenadas.
O que é a condenação da memória citada no contexto das eleições?
A restrição ao uso da imagem de Jair Bolsonaro nas campanhas de 2026 é comparada a um costume da Roma antiga chamado 'damnatio memoriae', ou condenação da memória. Naquela época, o governo determinava que figuras políticas que caíssem em desgraça deveriam ser apagadas da história. Isso envolvia destruir estátuas, retirar retratos de circulação e riscar o nome da pessoa de monumentos e registros públicos. O objetivo era remover qualquer vestígio da existência do condenado do espaço público, tratando-o como um inimigo do Estado, como ocorreu com o imperador Nero.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






