A Justiça negou um pedido do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para retirar das redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial pela campanha do ex-governador Romeu Zema (Novo-MG) publicado no final do mês de julho. A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), porém, não analisou ainda se o conteúdo é legal ou ilegal e determinou que as partes se manifestem antes de uma decisão definitiva.
O vídeo integra a série satírica “Os Intocáveis”, produzida pela campanha de Zema, e apresenta uma conversa fictícia entre uma representação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e um avatar de IA de seu filho. Na paródia, Lulinha aparece em uma plantação de maconha e é chamado de “Messi da impunidade”, em uma referência irônica às acusações e investigações mencionadas na própria peça.
Em um dos trechos, Lula questiona o filho sobre a investigação ter ganhado corpo a “dois meses da eleição”, em relação aos negócios com cannabis medicinal que Lulinha teria firmado com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O empresário responde afirmando que “pensei que estava entrando no agro”:
A defesa de Lulinha argumentou que o conteúdo ultrapassa os limites da liberdade de expressão e da crítica e utilizou inteligência artificial para associar sua imagem a situações fictícias e a fatos que, segundo a ação, seriam falsos ou apresentados fora de contexto. A representação jurídica também sustentou que a publicação teria potencial para atingir a honra e a imagem de Fábio Luís.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






