A presidente da Marcha pela Vida, Jennie Bradley Lichter, anunciou a renúncia ao cargo, com efeito a partir de 31 de julho de 2026. A decisão, segundo ela, é motivada pela necessidade de dedicar mais tempo à criação dos três filhos, dois pré-adolescentes e uma criança pequena.

Em comunicado, Lichter afirmou que, embora o trabalho profissional tenha sido um ponto alto em sua vida, seus títulos mais importantes são os de esposa e mãe. Ela optou por ser mãe em tempo integral.

A saída ocorre em um momento de intensos debates sobre a legislação do aborto nos Estados Unidos, especialmente em Massachusetts, onde um projeto de lei propõe a remoção do limite de 24 semanas para a interrupção da gravidez. Bispos católicos locais se opõem à medida, classificando-a como radical.

Paralelamente, um estudo publicado no Journal of the Alliance for Hippocratic Medicine apontou a presença da droga abortiva mifepristona em sistemas de água potável de várias cidades americanas. Pesquisadores alertam para possíveis impactos na fertilidade e no desenvolvimento fetal.

Em outro caso, o Departamento de Justiça dos EUA fechou um acordo financeiro com o ativista pró-vida Paul Vaughn, cuja casa foi invadida por agentes do FBI durante protestos. A defesa classificou a ação como abuso de poder.