MARIANA BRASIL E ANNA JÚLIA LOPES BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (1º) que o governo federal discute com o Banco Central a proibição de conceder cartão de crédito extra aos clientes, como uma medida para conter o endividamento.

O Banco Central não coloca atualmente nenhum limite relacionado ao número de cartões, mas há regras sobre envio e aumento de limites. As instituições não podem enviar ou habilitar cartão de crédito sem a solicitação ou autorização expressa do titular. E, segundo o BC, qualquer aumento do limite necessita de aprovação prévia do cliente. Desde julho de 2024, essa aprovação deve ser obtida a cada evento de aumento e comunicada ao titular da conta.

Em alta, o endividamento se tornou um dos temas da campanha eleitoral neste ano. Às vésperas do primeiro turno, o governo lançou, por exemplo, a nova fase do programa Desenrola, na qual destinará até R$ 15 bilhões para adquirir carteiras de dívidas de pessoas físicas que estão com atraso de 2 anos a 4,5 anos nas modalidades cartão de crédito (parcelado e rotativo) e crédito pessoal. A ideia é renegociar ao todo R$ 150 bilhões em dívidas.

"O meu pessoal da economia sabe, o Galípolo [presidente do Banco Central] sabe que nós vamos ter que moralizar um pouco essa questão de crédito. Não é possível a gente permitir que a sociedade seja endividada da forma mais irresponsável possível", disse o petista na entrevista.

O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.