SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O El Niño atual pode causar 451 mil mortes em decorrência de dias de calor extremo -13,3 mil apenas no Brasil. A estimativa é do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago e foi divulgada nesta quarta-feira (23).
A projeção considera o período de setembro de 2026 a fevereiro de 2027, quando o fenômeno climático deve atingir sua intensidade máxima. Portanto, a conta não inclui as dezenas de milhares de mortes do verão europeu que já vinham sendo creditadas às altas temperaturas associadas ao El Niño.
Segundo o relatório, o Brasil deve ser o quinto país mais impactado pelos danos à saúde do calor excessivo, atrás de Nigéria (31,4 mil mortes estimadas), Indonésia (19,3 mil), Sudão (17,5 mil) e Índia (15, 8 mil). A margem de erro da projeção varia de acordo com a qualidade dos dados de cada nação. No caso brasileiro, é de 700 óbitos, para mais ou para menos.
A dimensão das 451 mil mortes projetadas pode ser comparada à recente inundação repentina que atingiu Nepal e Tibete: o número equivale a cerca de 65 vezes mais do que as 6.800 pessoas que se acredita terem morrido ou desaparecido no desastre climático.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






