Cerca de 75% da população mundial acredita em Deus. No Brasil, a porcentagem é ainda maior: 89% dos brasileiros creem em Deus ou em um poder espiritual superior. Uma pesquisa da Universidade Federal Fluminense, publicada pela Revista Exame em agosto de 2026, confirma que oito em cada dez brasileiros acham fundamental que os candidatos acreditem em Deus.
Todos sabem que uma popularidade de 80% permite ganhar qualquer eleição em qualquer lugar do mundo. Ao mesmo tempo, segundo o portal da Câmara dos Deputados, mais de 80% dos brasileiros não confiam em políticos.
Esses fatos explicam a súbita devoção de candidatos que convocam Deus como cabo eleitoral quando as eleições se aproximam. Não é diabólico? Shakespeare disse que o diabo pode até citar a Bíblia para atingir seus propósitos. No Brasil de hoje, isso acontece com frequência.
Em 1882, Nietzsche declarou: “Deus está morto. E nós o matamos”. Nietzsche observou que a ausência de Deus eliminava valores, verdade e moralidade. Antes disso, em 1841, outro filósofo alemão, Ludwig Feuerbach, afirmou: “Deus não criou o homem à sua imagem; pelo contrário, o homem criou Deus à sua imagem”. Muito antes de Feuerbach, quinhentos anos antes de Cristo, o filósofo grego Xenófanes já concluía que os humanos inventam deuses que se parecem com eles próprios. Ele disse que, se cavalos pudessem desenhar, seus deuses se pareceriam com cavalos.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






