Nesta quinta-feira (24) pela manhã, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deflagrou a terceira fase da Operação Carbono Oculto. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em sete estados para aprofundar a investigação sobre suposta lavagem de dinheiro e organização criminosa no setor de combustíveis, relacionada à aquisição da distribuidora Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana.
A investigação aponta a participação central de executivos do mercado financeiro no esquema de lavagem. Os mandados foram autorizados pela 2ª Vara Criminal de Catanduva, com buscas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.
O Gaeco aponta que o grupo investigado teria montado uma estrutura financeira e societária complexa para assumir o controle da distribuidora Terrana. O objetivo seria ocultar patrimônio por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras consideradas atípicas pelo Ministério Público.
De acordo com o Gaeco, a estrutura teria sido liderada por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como & ;Beto Louco& ;, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de & ;Primo& ;. Os dois são apontados como chefes da organização, embora não estejam entre os alvos de busca desta fase da operação.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






