(FOLHAPRESS) - A retirada do sigilo de parte das investigações do caso do Banco Master abriu uma nova frente de embates entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em meio à tentativa do presidente da Corte, Edson Fachin, de estancar a crise sem precedentes na cúpula do Judiciário.
O ministro André Mendonça começou a tornar públicos 15 dos inquéritos na noite de quinta-feira (10), após pedido de Fachin, mas ainda manteve outros sob segredo, com a justificativa de que o sigilo seria imprescindível para não atrapalhar as próximas etapas das investigações.
O conteúdo divulgado confirmou a condição de investigado de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, apontado pela Polícia Federal como interlocutor direto do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, na negociação de dinheiro para o filme "Dark Horse", que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O material serviu de munição para a campanha do presidente Lula (PT).
A retirada apenas parcial dos sigilos, no entanto, levou outros ministros do STF a cobrar Mendonça e a acusá-lo de seletividade.
O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.






