Em um intervalo de apenas três dias, a Polícia Federal deflagrou quatro operações e ações com desdobramentos no Pará, entre terça-feira (15/9) e quinta-feira (17/9), contra suspeitas de corrupção, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, crimes eleitorais, furto e receptação. Somadas, as ações resultaram na apreensão de pelo menos R$ 4,7 milhões em dinheiro vivo e no bloqueio de aproximadamente R$ 170 milhões em bens e valores. Pelo menos quatro pessoas foram presas em flagrante nas ações, enquanto a Operação Termidor cumpriu nove mandados de prisão preventiva.

A sequência começou na terça-feira (15), com a Operação Sonar, realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos, exigir vantagens indevidas de fornecedores, direcionar contratações e lavar dinheiro no âmbito de uma empresa pública federal sediada em Belém. Um dos mandados foi cumprido na Companhia Docas do Pará (CDP).

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, empresariais e institucionais. Um investigado foi preso em flagrante após ser encontrado com mais de R$ 1,2 milhão em espécie, sem comprovação da origem lícita do dinheiro.

Também foram apreendidas joias, veículos de luxo, documentos e equipamentos eletrônicos. A Justiça determinou ainda o afastamento de 12 servidores, o bloqueio patrimonial de R$ 17 milhões, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 35 investigados e a suspensão de contratos e cessões de uso relacionados às empresas sob suspeita.

O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.