O PT de Minas Gerais oficializou o nome do ex-ministro e deputado federal Patrus Ananias (74 anos) como candidato ao governo do estado. A escolha ocorre depois que o partido não conseguiu fechar alianças com o senador Rodrigo Pacheco (PSB) e com o MDB, que lançou Gabriel Azevedo como cabeça de chapa.

Pacheco desistiu de concorrer ao Executivo mineiro após desgaste com o governo Lula, em especial pelo veto do Senado ao nome de Jorge Messias para o STF. Já o PDT de Alexandre Kalil, candidato ao Palácio da Liberdade, preferiu manter distância de Lula no primeiro turno para não vincular a imagem do petista à campanha.

Com dificuldades de renovação de quadros, o PT recorreu a um nome histórico. Patrus Ananias já foi prefeito de Belo Horizonte e ministro do Desenvolvimento Social nos governos Lula, tendo atuado na criação do Bolsa Família e do Fome Zero. Ele também foi ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Dilma Rousseff.

A ex-prefeita de Contagem Marília Campos, nome mais conhecido do partido em Minas, recusou a candidatura ao governo e manteve a intenção de concorrer ao Senado. Restou a Patrus Ananias a missão de liderar o palanque de Lula no estado, que tem o segundo maior eleitorado do Brasil.

Especialistas apontam que o PT enfrenta rejeição histórica em Minas desde a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (2015-2018), o que dificulta alianças e a formação de uma chapa competitiva. A aposta em Patrus Ananias busca resgatar a base de apoio petista no interior, onde o político iniciou sua militância.