Mais de 388 milhões de cristãos — cerca de um em cada sete fiéis — vivem sob altos níveis de perseguição e discriminação religiosa em pelo menos 20 países, segundo o Índice Global de Perseguição 2026, divulgado pela International Christian Concern (ICC).
O relatório, intitulado “Faces dos Perseguidos”, aponta líderes de países onde a situação se agravou, como o presidente nigeriano Bola Ahmed Tinubu, o nicaraguense Daniel Ortega, o sírio Ahmed al-Sharaa e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.
Entre os fatores que alimentam a perseguição estão nacionalismo religioso, repressão estatal, terrorismo, autoritarismo e restrições a mulheres. O documento também cita que, apesar do cenário hostil, a igreja continua crescendo e a resistência contra a injustiça aumenta.
Para a Nigéria, a ICC recomenda investigações independentes sobre assassinatos em massa e revogação de leis de blasfêmia. Na Nicarágua, sugere asilo acelerado para clérigos exilados e sanções internacionais ao regime Ortega. Na Síria, pede proteção a deslocados e responsabilização por crimes de guerra. Já na Índia, defende a proteção de ONGs e da mídia que atuam em defesa dos perseguidos.
"Por trás de cada estatística há uma pessoa real: alguém que escolheu a fidelidade a Jesus em vez de segurança, conforto ou até mesmo a própria vida", afirmou Shawn Wright, presidente da ICC, em comunicado.






