O Brasil real, composto majoritariamente por trabalhadores da periferia e do interior, ainda está sub-representado nos parlamentos e prefeituras. Apesar de serem a base do eleitorado, esses grupos raramente ocupam cadeiras de poder.
O sistema eleitoral favorece quem já nasce próximo do poder: sobrenomes tradicionais, acesso a financiamento e mídia. Candidatos fora desses nichos enfrentam obstáculos como falta de recursos e invisibilidade.
A desigualdade política reflete na alocação de recursos públicos: áreas periféricas carecem de saneamento, transporte e segurança, enquanto centros recebem investimentos contínuos.
Não se trata de substituir uma elite por outra, mas de garantir pluralidade social nas instituições. A competência não é exclusiva de nenhuma classe, mas o acesso ao poder precisa ser democratizado.






