A Bélgica encontrou seu melhor futebol justamente quando deixou suas principais estrelas no banco. Contra os Estados Unidos, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, a seleção belga goleou por 4 a 1 sem Kevin De Bruyne e Jérémy Doku como titulares — uma decisão ousada do técnico Rudi Garcia que deu certo.
Antes disso, a campanha belga foi marcada por desconfiança. Na fase de grupos, a equipe empatou com Egito e Irã, só se classificou após golear a Nova Zelândia na última rodada. Nas oitavas, contra Senegal, precisou de dois gols nos minutos finais e de um pênalti na prorrogação para avançar.
A vitória sobre os EUA teve um ingrediente extra: provocação a Donald Trump. Dias antes, a Fifa anulou a expulsão de Folarin Balogun a pedido do presidente americano. Quando Lukaku fez o quarto gol, os belgas comemoraram com a dancinha característica de Trump.
Rudi Garcia mantém o mistério sobre a escalação para as quartas, contra a Espanha, nesta sexta-feira (16h, horário de Brasília). O técnico costuma revelar o time apenas no dia do jogo. A Espanha ainda não sofreu gols no torneio.






