A chegada de setembro acende um alerta para o avanço das queimadas e seus impactos sobre a rede elétrica, especialmente na Região Norte. Historicamente, o mês concentra o maior número de interrupções no fornecimento de energia provocadas por incêndios. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), analisados pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), mostram que setembro registrou 19.674 interrupções em 2024 e 2025, o maior volume entre todos os meses do período. Agosto contabilizou 16.889 ocorrências e outubro, 15.443.

A Região Norte responde por 31,04% das interrupções provocadas por queimadas registradas no Brasil em 2024 e 2025, ficando atrás apenas do Nordeste, que concentrou 50,86% dos casos. O cenário ganha relevância diante da concentração de ocorrências em estados amazônicos. O Pará liderou o ranking nacional em 2025, com 48.822 interrupções, seguido por Pernambuco (29.396) e Bahia (23.600).

Os números mostram que o problema vem se agravando. Entre 2020 e 2025, o número de interrupções provocadas por queimadas em todo o país cresceu 242,8%, passando de 24.994 para 85.674 ocorrências. Na comparação entre 2024 e 2025, houve alta de 11,12%, de 77.101 para 85.674 registros.

O comportamento sazonal reforça a necessidade de atenção redobrada neste mês. Os registros começam a aumentar a partir de julho, acompanhando a redução da umidade e o avanço do período seco, e atingem os maiores níveis entre agosto e outubro. Em 2025, inclusive, o período crítico se estendeu até outubro, indicando uma ampliação da janela de risco para a infraestrutura elétrica.

O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.