A série 'Família Soprano' é considerada um marco da televisão, mas, segundo análise recente, não passaria pelo crivo dos departamentos de diversidade das plataformas de streaming atuais. O argumento é que a cartilha woke impede a produção de obras que retratam preconceitos sem moralismo explícito.
Exemplos de censura retroativa são citados, como a remoção temporária de 'E o Vento Levou' da HBO Max e o corte de episódios de séries como 'Community', 'Scrubs' e '30 Rock'. Para o autor, o mesmo instinto editorial impediria a aprovação de um roteiro com personagens como Tony Soprano.
A série de David Chase confiava na inteligência do espectador ao mostrar a brutalidade e as contradições da máfia de Nova Jersey. Cenas como o chá de panela de Adriana, o racismo de Tony contra o namorado negro de sua filha e a homofobia no caso de Vito Spatafore são apresentadas sem julgamento moral, gerando drama humano.
O texto conclui que a indústria audiovisual atual, dominada pelo moralismo das redes sociais, infantiliza o público e perde a capacidade de produzir obras-primas. 'Família Soprano' permanece como um monumento estético inalcançável porque ousou filmar o pecado sem o sermão.






