O economista italiano Carlo Cipolla, em seu livro 'As Leis Básicas da Estupidez Humana', definiu o estúpido como alguém que causa dano a outros sem obter vantagem para si, frequentemente se prejudicando. A obra, escrita em 1976, ganhou status de clássico e serve de alerta para o Brasil atual.

Cipolla identifica cinco leis da estupidez, destacando que todos subestimam o número de pessoas estúpidas e que a estupidez não está ligada a classe social ou escolaridade. Para ele, uma sociedade com muitos estúpidos ativos tende ao colapso, pois eles destroem riqueza e bem-estar.

No Brasil, pesquisas indicam que 65% da população desconfia de partidos políticos e do Congresso. Apesar disso, cerca de 54 milhões de eleitores ainda apoiam políticos corruptos. O autor do artigo classifica esses eleitores em três grupos: cúmplices (que se beneficiam), ideológicos (cegos por ideologia) e egoístas (que trocam voto por benefícios materiais como Bolsa Família).

O texto critica o clientelismo e a falta de incentivo ao trabalho, apontando que funcionários públicos se tornaram elite econômica enquanto a massa trabalhadora vira dependente de esmolas mensais. A conclusão é que a inteligência precisa vencer a estupidez para que o país mude de rumo nas próximas eleições.