No norte e no cinturão central da Nigéria, mulheres e meninas cristãs são alvos sistemáticos de violência. Aldeias são queimadas, famílias expulsas e igrejas atacadas. Apesar dos relatos, o mundo evita classificar os crimes como perseguição religiosa.
Especialistas da ONU emitiram alertas formais sobre o aumento de sequestros, violência sexual e conversões forçadas. O governo nigeriano, sobrecarregado por conflitos étnicos e disputas por terra, falha em proteger as comunidades vulneráveis.
A comunidade internacional responde com declarações genéricas sobre direitos humanos, mas evita nomear a fé como motivo dos ataques. Críticos apontam que, sem esse reconhecimento, as vítimas continuam invisíveis e os agressores, impunes.
Organizações religiosas locais denunciam que o silêncio diplomático equivale a cumplicidade. Enquanto isso, meninas desaparecem, mulheres são escravizadas e famílias inteiras fogem para campos de deslocados, onde a assistência é precária.






